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Projetos / Observatório de Conflitos / Líbia

Observatório de Conflitos

Acompanhamento sistemático de conflitos armados e crises geopolíticas em andamento globalmente, pelo NPSeD/UFSC.

27
Conflitos
monitorados
4
Categorias
UCDP · COW
ago/2026
Última
atualização

Líbia

Localização
Mapa do conflito: Líbia
Classificação
Guerra Intraestatal
Guerra civil por controle central
Norte da África
Status
Ativo
Principais combatentes
GNU e forças aliadas × autoridades do leste e forças de Haftar × milícias locais, brigadas e grupos com alianças variáveis

Última atualização ago/2026

Em 2026, o conflito na região de Zawiya se intensificou: em maio, o United Nations Support Mission in Libya (UNSMIL) condenou confrontos armados na região, com uso de armas pesadas perto de instalações petrolíferas e relatos de vítimas civis, renovando o alerta antes do Eid Al-Adha diante da mobilização de grupos armados e assassinatos na cidade. Em agosto, novamente, ataques se deram na região, com drones atingindo complexo petrolífero, provocando o colapso de um tanque com cerca de 4,5 milhões de litros de gasolina e levando a estatal National Oil Corporation (NOC) a cogitar força maior, além de atingir a usina elétrica local. Em 11 de agosto, a UNSMIL voltou a condenar os confrontos em Zawiya e Surman - esta última marcada pela fuga de presos -, cobrando investigações independentes, responsabilização e retirada de armamento pesado de áreas povoadas.

Histórico

A Líbia é um país situado na costa norte do continente africano, na região do Magrebe, e possui uma repartição histórica de seu território em três grandes áreas, sendo elas a Tripolitânia (oeste), Fezzan (sul) e Cirenaica (leste). Por causa de sua localização geográfica estratégica, sendo banhada pelo Mar Mediterrâneo o pelo Golfo de Sidra, o país se torna “porta de entrada” para a África Subsaariana, fazendo fronteira com seis países: Tunísia, Argélia, Níger, Chade, Sudão e Egito. A relevância do país também é ampliada uma vez que possui as maiores reservas de petróleo do continente, atraindo interesses de potências ocidentais ao longo da sua história, assim como de atores regionais como a Turquia e os Emirados Árabes Unidos. Influenciado também pela localização, o país recebeu influência dos acontecimentos da Primavera Árabe do Egito e da Tunísia, em 2011. O conflito líbio é considerado uma guerra civil, em que diferentes grupos de diferentes regiões do país competem pelo domínio de uma parte maior de território ou pelo controle geral do país (Oliveira, 2015; Giordani; Borges, 2017).

O contexto histórico da Líbia é complexo e marcado por sucessivas dominações estrangeiras em seu território e profundas transformações políticas ao longo da sua história. Após séculos de influência árabe e otomana (iniciada em 1551), a Líbia sofreu com a expansão imperialista italiana em 1911. Mesmo tendo unificado as três regiões - Tripolitânia, Fezzan e Cirenaica - administrativamente, a colonização italiana enfrentou forte resistência da Ordem Senussi1, um movimento religioso e político que exercia grande influência no país, dado o seu objetivo de promover a renovação das práticas islâmicas frente ao contexto de decadência espiritual e intelectual do momento, pregando assim, uma forma puritana e solidária do Islamismo (Brasil, 2017).

Sob os auspícios da ONU, a Líbia tornou-se um Estado independente em 1951, organizado como uma monarquia federal liderada pelo Rei Idris I, líder da Ordem Senussi e pró-Ocidente (Brasil, 2017). A descoberta de reservas de petróleo, no início da década de 1960, transformou a economia do país, que até então era marcada pelo baixo desenvolvimento (Brasil, 2017; Giordani; Borges, 2017).

Em setembro de 1969, a monarquia foi derrubada após a Revolução de Estado liderada pelo coronel Muammar al-Gaddafi, instituindo, assim, um regime republicano com características nacionalistas árabe e nasseristas2. Assim, proclamando a República Árabe Líbia, Gaddafi buscou se distanciar da influência dos países ocidentais, ao se alinhar à União Soviética e ao centralizar o governo a partir da representatividade do povo (Goes, 2025).

Em 1972, Muammar al-Gaddafi difundiu a Terceira Teoria Universal, filosofia política que tinha como objetivo apresentar uma solução ao problema da democracia, assim como uma alternativa ao capitalismo ocidental e ao comunismo ateísta (Giordani; Borges, 2017). O instrumento prático da Terceira Teoria Universal viria a ocorrer em 1973, em discurso proferido na cidade de Zuwara, al-Gaddafi consolidou a Revolução Cultural e Popular, que tinha como fim instigar o fervor revolucionário do seu governo. Assim, substituindo as leis vigentes no país pela Sharia - lei islâmica -, Gaddafi promoveu uma reforma administrativa para eliminar a burocracia burguesa do país, assim como propiciou a distribuição de armas ao povo para proteger o novo regime (Giordani; Borges, 2017).

Após quatro anos, em 1977, a transformação iniciada pela Revolução Cultural, o novo sistema político da Líbia foi formalmente consolidado com a proclamação da Jamahiriyya, ou seja, o “Estado das Massas” ou “Governo das Massas” (Giordani; Borges, 2017; Goes et al. 2025).

Durante o governo de Muammar al-Gaddafi (1969-2011) o país se destacou com seu desenvolvimento social economico, fruto dos investimentos sociais massivos financiados pelo petróleo, mas nas relações internacionais foi retaliado pelo ocidente, sofrendo de um isolamento internacional, que ocasionou a ocorrência de sações, por parte das Nações Unidas, por apoiar movimentos revolucionários, o terrorismo internacional e suposta ameaça de armas nucleares (Brasil, 2017).

Na década de 1990, entretanto, ocorreu a retomada das relações da Líbia com o Ocidente, essa se consolidando no início dos anos 2000. Essa ação foi motivada por uma combinação de uma série de eventos, sendo elas a pressão econômica, o isolamento diplomático e novas ameaças à segurança interna do regime de Muammar al-Gaddafi (Brasil, 2017).

As sanções unilaterais e multilaterais impostas pela ONU em 1992, fruto do atentado de Lockerbie, afetaram a economia nacional, e a aproximação com o ocidente era uma forma de revogar essas medidas e atrair investimentos estrangeiros para o país. A aproximação com o ocidente também se tornou necessária frente a necessidade da renovação do setor energético do país, uma vez que a Líbia precisava de tecnologia e capital ocidental para renovar e expandir o setor de gás e petróleo, área essencial para a economia do país e que sofria as consequências pela falta de manutenção e financiamento (Brasil, 2017; Goes et al., 2025).

O fim da Guerra Fria também foi um fator central para a abertura da Líbia ao ocidente, dado que Gaddafi não podia mais contar com o apoio soviético para contrabalançar a influência dos Estados Unidos. No âmbito doméstico, o regime passou a enfrentar o crescimento de grupos fundamentalistas, como o Libyan Islamic Fighting Group (LIFG). Assim, a aproximação com o Ocidente se tornou uma estratégia para reprimir os movimentos fundamentalistas, uma vez que o país passou a se possicionar a favor da luta contra o terrorismo, especialmente após os atentados de 11 de setembro de 2001 (Brasil, 2017; Goes et al., 2025).

A partir desses fatores, para que o processo de reaproximação com o Ocidente tivesse sucesso, Gaddafi realizou uma série de importantes concessões significativas para as potência ocidentais, sendo elas: o pagamento de indenização às famílias das vítimas e a entrega dos possíveis suspeitos do atentado de Lockerbie (1988); em 2003, após os ataques estadunidenses ao Iraque, Gaddafi renunciou voluntariamente do programa de armas nucleares e químicas; Gaddafi também iniciou um processo de privatizações e permitiu a entrada de empresas estrangeiras - europeias e norte-americanas - para a exploração dos hidrocarbonetos do país; assim como o regime estabeleceu uma colaboração com agências de inteligência ocidental, como a MI6 e a CIA, na repressão à Al-Qaeda (Brasil, 2017; Goes et al., 2025).

Todas essas iniciativas foram essenciais para a “limpeza” da imagem da Líbia, até 2011, no qual o país se tornou para muitos do Ocidente como um caso de sucesso de reabilitação diplomática, com o país se tornando um relevante investidor da Europa e um parceiro estratégico para a contenção do fluxo de imigrantes e do extremismo islâmico (Oliveira, 2015; Brasil, 2017).

Em fevereiro de 2011, sofrendo influência do avançar da Primavera Árabe nos países vizinhos e na busca por um governo mais democrático, a população da Líbia se uniu e protagonizou, em Benghazi, uma revolução nacional contra o regime de Muammar al-Gaddafi. O conflito escalou para uma guerra civil, levando a atuação de agentes externos e a intervenção internacional autorizada pela ONU e executada pela OTAN. Essa atuação resultou na queda e na morte de Gaddafi em outubro de 2011.

Por meio da Resolução 1973, o Conselho de Segurança autorizou a operação no país. Apesar da justificativa de proteção dos civis, por meio do conceito de Responsabilidade de Proteger (R2P), a operação executada pela OTAN, com a liderança dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido, extrapolou os limites da sua atuação, ao promover a mudança de regime e a derrubada de al-Gaddafi. No âmbito do Conselho de Segurança, e nas relações internacionais, esse movimento gerou um inconformismo na Rússia e na China, que se abstiveram da votação da Resolução ao esperar apenas uma ação limitada (Oliveira, 2015; Brasil, 2017).

O pós-intervenção da Líbia foi marcado por uma grave instabilidade institucional, marcada pela proliferação de milícias armadas, um vácuo de poder e a consolidação de três governos paralelos que passaram a disputar o controle do país e das riquezas petrolíferas (Brasil, 2017).

O Governo de Unidade Nacional (GAN) foi formado e estabelecido a partir do Acordo Político Líbio, assinado em dezembro de 2016, na cidade de Skhirat, Marrocos. O GAN tinha como objetivo encerrar os conflitos entre os governos de Trípoli e Tobruk e criar um novo governo único. Assim, a partir da mediação da ONU, por meio da Resolução 2259 do Conselho de Segurança, e com o reconhecimento oficial pela comunidade internacional, o Governo de Acordo Nacional foi instalado na região de Trípoli, sob a liderança do Primeiro Ministro Fayez al-Sarraj (Brasil, 2017; Goes et al 2025).

O segundo governo é o Governo de Estabilidade Nacional (GEN), de Tobruk, associado à Câmara de Representante (CdR). A Casa dos Representantes foi um parlamento eleito em junho de 2014, e sediado no leste do país. Este governo era liderado por Abdullah al-Thinni e contava com o apoio militar do Exército Nacional Líbio, comandado pelo general Khalifa Haftar (Brasil, 2017; Goes et al, 2025).

Por fim, o Governo de Salvação Nacional, também sediado em Trípoli, era ligado ao antigo Congresso Nacional Geral - eleito em 2012 -, e liderado por Khalifa Ghwell. O Governo de Salvação Nacional, foi, inicialmente, financiado pela milícia Aurora Líbia, e mesmo tendo sido enfraquecido pela criação do GAN, manteve uma forte base de apoio entre as facções islâmicas (Brasil, 2017; Goes et al, 2025).

A divisão política interna do país resultou em um impasse político, uma vez que os três governos mantinham estruturas próprias de poder e controle territorial, levando a dificuldade da unificação nacional e da estabilização econômica do setor petrolífero (Brasil, 2017). Assim, após a morte de al-Gaddafi, em 2011, o país encontrou dificuldade em construir um novo Estado moderno e democrático, sendo marcado por um cenário de instabilidade institucional e de uma guerra por procuração (proxy war) (Brasil, 2017).

A proxy war na Líbia é alimentada por interesses de países externos, como, por exemplo: a Turquia, apoiada pelo governo de Trípoli; enquanto a Rússia, Egito e Emirados Árabes Unidos apoiam o Exército Nacional Líbio do General Khalifa Haftar, um dos maiores símbolos militares do país, tendo papel importante durante a Segunda Guerra Civil Líbia, finalizada em 2020 (Brasil, 2017; Goes et al, 2025).

Em 2019, a Líbia foi palco de mais um conflito doméstico, contudo, com a intervenção de atores estrangeiros na sua condução. Assim, o conflito de 2019 foi uma ofensiva militar de grande escala lançada pelo General Khalifa Haftar, líder do Exército Nacional Líbio, com o objetivo de capturar a capital, Trípoli, e derrubar o Governo de Acordo Nacional (Goes et al., 2025).

A escalada do conflito foi marcada pelo apoio externo, tanto do lado do GAN quanto da Câmara dos Representantes. A Turquia apoiou militarmente o Governo de Acordo Nacional para impedir a queda de Trípoli; enquanto a Rússia, os Emirados Árabes Unidos e o Egito apoiaram o General Haftar (Goes et al., 2025).

A entrada de tropas estrangeiras, de mercenários e armamentos pesados agravou o cenário de fragmentação e fragilidade da Líbia. A intervenção estatal turca foi decisiva para conter o avanço de Haftar, impedindo que ocorresse a unificação do país pela força, o que acabou prolongando a crise institucional do país (Goes et al., 2025).

O desfecho do conflito ocorreu em outubro de 2020, após a assinatura do cessar-fogo mediado pela ONU. Com o objetivo de encerrar as hostilidades de larga escala na Líbia, o cessar-fogo abriu o caminho para a formação de um governo provisório em março de 2021 (Goes et al., 2025).

A crise de segurança e militarização da Líbia também foi marcada pela proliferação massiva dos grupos armados e das milícias locais, que passaram a atuar fora do controle estatal. Esses grupos recusaram se desarmar, alegando falta de confiança para com as novas autoridades (Oliveira, 2015; Brasil, 2017). Em relação ao terrorismo, o caos institucional permitiu a expansão de grupos extremistas, como, por exemplo, a Al-Qaeda e o Daesh (Estado Islâmico), que passaram a estabelecer domínios territoriais em cidades como Sirti, na região da Tripolitânia, no norte do país (Brasil, 2017). Por fim, o vasto arsenal de armas convencionais do governo de al-Gaddafi passou a circular pelo país, alimentando os vários conflitos internos e o contrabando entre os grupos armados e as milícias (Brasil, 2017).

Esse cenário é alimentado pelo colapso econômico e pela queda na produção de petróleo, uma vez que a instabilidade política e de segurança levou as milícias a invadirem as instalações petrolíferas do país. Assim, a produção, que era de aproximadamente 1,7 milhões de barris por dia antes de 2011, sofreu uma queda, chegando a apenas 160 mil barris em períodos de crise (Brasil, 2017). Com isso, estima-se que a Líbia tenha perdido dezenas de bilhões de dólares de receita anual com o conflito (Brasil, 2017).

As consequências sociais e humanitárias do conflito da Líbia gerou dados alarmantes. O país se tornou uma das principais rotas de tráfico de pessoas e de migrantes da África Subsariana e do Oriente Médio em direção à Europa. O tráfico de pessoas se tornou um comércio lucrativo para aqueles que a conduziam, com as cidades costeiras da Líbia tendo obtido, aproximadamente, 325 milhões de euros com essa atividade apenas em 2016 (Brasil, 2017).

A realidade também foi marcado por assassinatos extrajudiciais, tortura, desaparecimentos forçados e perseguição política e de minorias étnicas. Centenas de milhares de líbios passaram a ser deslocados internos, gerando também uma grave crise de insegurança alimentar e sanitária em diversas regiões do país. Segundo dados do relatório do então Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, no início de 2015, existiam, na Líbia, aproximadamente 400.000 de deslocados internos. Em julho de 2015, o país possuía cerca de 894.890 migrantes (Brasil, 2017; IOM, 2026).

A instabilidade doméstica do país leva a um cenário de incertezas eleitorais, uma vez que as eleições são, continuamente adiadas devido à fragilidade institucional e à desconfiança da população para com as lideranças políticas, mantendo, assim, a Líbia frente aos riscos constantes de novos confrontos de grande escalada.

Em 2025, a Líbia se encontrava em um estado de fragmentação política crônica e de uma contínua instabilidade institucional, marcada pela coexistência dos governos rivais, das milícias armadas e da persistente interferência estrangeira pela proxy war (Goes et al., 2025). Dois dos governos rivais - Governo da Unidade Nacional e o Governo de Estabilidade Nacional - continuam competindo pelo controle do território do país, assim como pelos recursos e pela legitimidade internacional.

Em maio de 2025, a região de Trípoli foi cenário de confrontos entre diferentes milícias após o assassinato de Abdel Ghani al-Kakli, comandante da Stabilitu Support Authority (SSA). Esse confronto apenas representou a fragilidade do cessar-fogo de 2020, uma vez que apesar de mantido, a violência ainda é constante a representar uma ameaça real para o país (Council on Foreign Relations, 2026).

Em agosto de 2025, Hanna Tetteh foi estabelecida como a Representante Especial e Chefe da Missão de Apoio da ONU na Líbia (UNSMIL) e estabeleceu a missão a partir de três pilares: adoção de um arcabouço eleitoral para as eleições presidenciais e legislativas - para as eleições de 2026; a unificação de instituições sob um novo governo; e por fim, o lançamento de uma diálogo estruturado sobre governança, economia, segurança e reconciliação. Contudo, em dezembro de 2025, Hanna Tetteh reconheceu que o progresso da missão era insuficiente (Security Council Report, 2026).

Contudo, em abril de 2026, com ajuda dos Estados Unidos, os dois governos paralelos, o Governo da Unidade Nacional e o Governo de Estabilidade Nacional, chegaram a um acordo sobre o orçamento nacional unificado pela primeira vez desde 2013. Esse acordo marca uma cooperação institucional em mais de uma década, todavia, ela continua marcada por interferências e interesses de cada grupo, no qual, cada administração se beneficia do status quo por meio de esquemas de corrupção, das milícias dependente do clientelismo dos governo e das receitas dos próprios esquemas ilícitos de extorsão ou negócio criminoso (Arab Center Washington Dc, 2026).

Referências

ARAB CENTER WASHINGTON DC. Libya: one step forward, two steps back. 5 maio 2026.

BRASIL, Bruno Berrettini Camponês do. Líbia: um estudo da intervenção internacional de 2011 e de seus aspectos jurídicos e políticos. 2017. 312 f. Dissertação (Mestrado em Ciências) – Instituto de Relações Internacionais, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017. COUNCIL ON FOREIGN RELATIONS. Instability in Libya. Global Conflict Tracker. Atualizado em jun. 2026..

GIORDANI, F. B.; BORGES, G. V. A Revolução Cultural e Popular na Líbia de 1973. Perspectiva: Reflexões sobre a Temática Internacional, Porto Alegre, v. 10, n. 18, 2018.

GOES,Eloisa F., et al. Conflitos na Líbia e a distante reconstrução nacional. OBSERVATÓRIO DE POLÍTICA EXTERNA E DA INSERÇÃO INTERNACIONAL DO BRASIL (OPEB). [S. l.], 3 abr. 2025.

HUMAN RIGHTS WATCH. World Report 2026: Libya. 4 fev. 2026.

INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR MIGRATION (IOM). Libya Crisis Response Plan 2025–2026. OLIVEIRA, Guilherme Ziebell de. A intervenção ocidental na Líbia: interesses ocidentais e o papel da Liga Árabe. Brazilian Journal of International Relations, Marília, v. 4, n. 3, p. 670-693, set./dez. 2015

SECURITY COUNCIL REPORT. Libya, February 2026 Monthly Forecast. 1 fev. 2026.


  1. A Ordem Sanussi foi fundada na segunda metade do século XIX por Muhamad bin Ali al-Sanussi. ↩︎

  2. Nasserismo é um movimento político nacionalista árabe e anti-imperialista baseado no pensamento do ex-presidente egípcio Gamal Abdel Nasser. ↩︎

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